crianças longe ou perto dos computadores   Leave a comment

Olá Giácomo e demais professores de São José,

Conheço o trabalho do professore Setzer. Ele tem como base para sua concepção educativa o trabalho de Rudolf Steiner, idealizador das Escolas/Pedagogia Waldorf. Esta pedagogia tem aspectos muito interessantes, em Florianópolis, temos a escola Anabá que a adota.

A transposição que o Setzer faz da pedagogia Waldorf  para a informática educativa creio ser um tanto equivocada. Tomo como exemplo o seu conceito de “pensamentos maquinais”. Neste conceito, o professor diz que ao usar os computadores tendemos a ter pensamentos maquinais, pois temos que usar um formalismo análogo ao matemático. Ora… a linguagem das interfaces está muito longe de qualquer  formalismo matemático … isto parece um pensamento do tempo em que lidar com computadores era escrever um código em alguma linguagem de programação ….

Por outro lado ele está certo na sua preocupação: quando vemos tantos jovens viciados no brilho das várias telinhas dos vários tipos (tv´s, celulares, computadores, …), sem desenvolver habilidades práticas diversas (pintura, dança, esportes, leitura, culinária, bordado, música, costura, cuidados de higiene da casa e do corpo, jardinagem etc …).
Quando vemos o imediatismo, a falta de valores e a imaturidade emocional que os torna inaptos para conviver, tendemos a querer dar valor ao Setzer… Mas quero manifestar que apesar de entender que esta tecnologia seja a grande responsável pela conformação da nossa sociedade atual … os seus maiores problemas não estão em termos as crianças longe ou perto dos computadores …

A questão pra mim é o que elas estão fazendo na frente das telinhas… pra que elas as estão usando … quanto tempo elas estão ficando na frente destas telinhas… o que elas fazem quando não estão na  sua frente. E meus amigos o conteúdo das telinhas em geral é que é o problema … e esta tem sido uma escolha de todos … o problema está numa sociedade do consumo desbragado, do ócio, do desperdício, do desrespeito aos diferentes, da banalização de tudo e de todos.

A questão está muito mais nas casas do que nas escolas propriamente … Porque entendo que o uso que estamos fazendo dos computadores nas escolas, sejam privadas ou públicas .. ainda tem sido muito pouco relevante, tanto para promover bons quanto maus resultados … Ou seja … resumindo … nas escolas de ensino fundamental ainda somos irrelevantes … de maneira geral. Oxalá!! deixemos de sê-lo.

Abraços a todos,  Edla.

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Publicado agosto 25, 2008 por edlafaustramos em Sem Categoria

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